
Prática reformista e fascista no sindicalismo Com a desculpa de obter resultados, a maioria dos sindicatos se mantém atrelados ao modelo fascista sindical que tem suas origens na ditadura de Vargas, que copiou do corporativismo fascista italiano, o qual assegura o controle do trabalho pelo Estado e pelos patrões. O modelo é conservador, mantém o forte controle do Estado mediador, que é um conceito da Organização Internacional do Trabalho (O.I.T.) criada pela O.N.U. para gerenciar o trabalho e manter o desenvolvimento do capital, através da harmonia social e democracia representativa.
Um conceito que é usado no sindicalismo reformista, pelego, conservador, fascista é a idéia da O.I.T. de regime tripartite de gerenciamento das questões de trabalho. O sistema é formado pelos sindicatos patronais e dos trabalhadores e o Estado como mediador jurídico dos conflitos, que seria “imparcial”. Em uma avaliação é perceptível que o papel do Estado não é esse. O papel do Estado é favorecer a harmonia social, o progresso do capital, ou seja, zelar pelos interesses prioritários dos patrões, latifundiários, banqueiros e toda a classe opressora e exploradora. Ela domina e domestica a população. Assim, o Estado não favorece nossa classe, ao contrário, torna a discussão do trabalho, da exploração e da guerra de classes como inexistentes, que as discussões dos trabalhadores são de âmbito individual, logo, não há razão para a união dos trabalhadores para fazerem pressões sobre esses assuntos. A manutenção do sistema atual e do modelo fascista de sindicalismo é o sacrifício de nossa classe e sua miserabilidade. A briga se torna maior, quando mais os trabalhadores percebem que é sim necessário união, de um sindicalismo revolucionário, que não só defende melhorias momentâneas, mas prepara a emancipação de toda a classe oprimida e explorada, unindo-a para esse objetivo primordial, o pesadelo dos poderosos. Na construção do comunismo libertário através do sindicalismo revolucionário! |