Vale a pena ler de novo, artigo publicado em 11 de agosto de 2001, já denunciando os avanços dos proto-partidários (denominados "especifistas" e "plataformistas", ou ainda de "anarquismo organizado"), de lá para cá muitas e infrutiferas vezes tentaram capitanear o Movimento Libertário e imprimir sua "organicidade", seu "especifismo", causando muitas confusões, brigas e dividindo o MLB. Cabe perguntarmos: Dividir e dominar é uma prática anarquista?  O AVANÇO DA DISCUSSÃO NO MOVIMENTO ANARQUISTA BRASILEIRO Quando, há quase um ano atrás, abrimos uma série de discussões acerca da questão tático/estatégica do movimento anarquista no Brasil nossa iniciativa não foi bem recebida por parte de alguns setores - que preferiram nos atacar pessoalmente, ou passar a difamação (comum na escola estalinista). Com o desenvolvimento da discussão observamos que as questões que levantavamos, ao nível do movimento regional, na verdade se refletiam em escala planetária. Dessa forma acompanhamos a realização do XXI Congresso da AIT (dezembro de 2000, em Granada, Espanha), as manifestações anticapitalistas em Davos paralelamente ao Fórum Social Mundial em Porto Alegre e a reunião de fins de março de 2001 em Madrid, sob os auspícios das organizações excluídas da AIT - devido a sua prática colaboracionista com partidos políticos, especialmente os bolcheviques (como a CGT-Reus, a CNT-Vignoles, a SAC-Suiça, a FAU-Uruguaia e a FAG/CUT-Brasil).
Quando surgiu na própria lista da <ainfos@...> em início de junho uma convocatória (assinada pelo "Movimento Libertário Socialista") para que os libertários participassem da, assim chamada "Marcha dos 100.000 - Contra a Corrupção e o Apagão", convocada pelos partidos de oposição em Brasília, nos apressamos em questionar a tática de "bucha de canhão" que o movimento anarquista se colocava para atender interesses eleitoreiros dos partidos. Num primeiro momento as respostas foram destrutivas, mas os fatos posteriores mostraram a correção de nossa posição. Vemos, hoje, com alegria a mensagem de dissolução do "Movimento Socialista Libertário", por parte dos integrantes do conselho editorial da Revista Ruptura - editado recentemente na <ainfos...>. Finalmente se esclarece a questão de "se era ou não anarquista" essa organização. E, por parte dos seus próprios integrantes a declaração de que NÃO!, não se tratava de uma organização anarquista e sim de uma organização de origem marxiana - como denunciavamos nós do movimento sindical-revolucionário tupiniquim, envolvidos na labuta de retomada das Federações Locais e da COB/AIT. Nossa alegria decorre do fato de que, com a sinceridade estabelecida pela mensagem do coletivo editorial da revista "Ruptura", possamos continuar os debates políticos do movimento sem os ataques pessoais aos quais fomos submetidos até aqui. Pois para nós interessa o fortalecimento do movimento anarquista, que para nós passa pela retomada do anarcosindicalismo enquanto tática central, fortalecimento da AIT ao nível mundial e enfrentamento do capitalismo e das estruturas de Estado. Resta deixar claro a relação histórica entre o MSL, ora formalmente dissolvido, a OSL - que tenta tomar a FORA-Argentina-, a "Resitência Popular"(RP) - oriunda do extinto OSL-brasileiro e as falsas "Federações Anarquistas..." (tipo FAG/CUT), fundadas em "Congressos Anarquistas" convocados pela RP – que excluiam anarquistas. Pois na verdade foram a porta de entrada de um cem número de infiltrações troskas no movimento anarquista brasileiro (originadas no final da década de 80, com a infiltração do traidor Leonardo Morelli no anterior movimento de reconstrução da COB, ao qual eles sabotaram). Isso assumido pelo próprio ex-MSL em sua mensagem, ao denunciar o MLS como uma fração do Partido Socialista Unificado dos Trabalhadores (PSTU) - um dos motivos pelos quais eles teriam dissolvido o MSL. Por fim é preciso também esclarecer a relação da RP com o CELIP no Rio de Janeiro, que se tornou centro de difusão para o movimento anarquista da Revista "RUPTURA" e do jornal "A Batalha " de Portugal. Isso tudo para que possamos discutir com clareza nossa tática e estratégia sem ferir melindres, buscando avançar e aprofundar o movimento libertário e o processo revolucionário. Paciência camaradas, pois o pior já passou e agora a discussão pode fluir mais franca e calorosa. Ansiosos pelo avanço da discussão encerramos aqui essa emissão. Núcleo Pró-FOSP/COB-AIT SP 11/08/01 SAÚDE E ANARQUIA! |