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Anarco-sindicalismo e luta antifascista PDF Imprimir E-mail
Escrito por Coordenação Antifa   
Sáb, 20 de Fevereiro de 2010 20:39
Índice do Artigo
Anarco-sindicalismo e luta antifascista
fascismo
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Anarco-sindicalismo e a luta antifascista

Histórico

O anarco-sindicalismo é fruto da organização das classes oprimidas e exploradas, no fim do século XIX. No seio da 1ª Associação Internacional dos Trabalhadores, os antiautoritários/libertários desenvolvem conceitos chaves para o anarquismo e em sua forma sindicalista.

Com a revolução industrial, se acentua a guerra de classe. De 1750 até agora, cada geração imprimiu e criou formas de luta, tanto de resistência como de repressão visando manter ou alterar a situação.

No Brasil, com o fluxo migratório, substituindo a mão de obra escrava ( fica a pergunta por que não foi usada essa mão-de-obra que já estava aqui e foram trazer mais trabalhadores da Europa?). A maior parte desses imigrantes já tinham experiência de luta e resistência obreira e as aplicaram para construir organizações trabalhadoras para defenderem sua existência e barrar a exploração sem peias do patronato.

Em 1906 a Confederação Operária Brasileira foi criada. Em menos de 15 anos já tinha estrutura o bastante para segurar greves gerais como a 1917 e 1919. O período é marcado por uma grande perseguição aos sindicalistas revolucionários, anarquistas em quase sua totalidade. Havia deportações, torturas, campos de concentração, assassinatos contra a classe trabalhadora. Seu patrimônio era constantemente saqueado pelo Estado através da polícia. Inúmeros imoveis, bens do movimento dos trabalhadores foram confiscados e tornados repartições publicas ou mesmo vendidas para se tornarem espaços comerciais. Essas perseguições têm seu ápice com a imposição da CLT em 1943, que sela um período de luta anarco-sindicalista, mas não o cala de todo. A CLT é baseada nos princípios fascistas e pretende controlar os trabalhadores de forma total.

As primeiras lutas contra o fascismo no Brasil já tinham começado ao resistirem ao autoritarismo dos governos da oligarquia café-com-leite, altamente repressores. A versão brasileira totalitária no Brasil foi representada pelo Integralismo. As características como de qualquer proposta totalitária é o corporativismo e o controle máximo da sociedade, por grupos pretensamente sabedores do que estão fazendo.

Um exemplo de luta antifascista no Brasil foi a Batalha da praça da Sé, 07 de outubro de 1934, quando uma passeata integralista foi dissolvida a bala por um movimento antifascista, na sua maioria anarquistas vinculados a FOSP (ainda neste período, a FOSP mantinha 80 sindicatos sem vínculos ao Estado, embora a repressão enorme).

 



Última atualização em Sáb, 20 de Fevereiro de 2010 20:45
 

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