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Anarco-sindicalismo e luta antifascista
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Escrito por Coordenação Antifa   
Sáb, 20 de Fevereiro de 2010 20:39
Índice do Artigo
Anarco-sindicalismo e luta antifascista
fascismo
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O Fascismo

É um conceito totalitário gerado por Mussolini. A palavra vem do fascio: machado cercado de varas que corresponde ao poder do Estado e a unidade do povo. As características:

-Propaganda: extensiva (lavagem cerebral, manipuladora e enganadora);

-Censura: extermínio sistemático da oposição;

-Corporativismo: fragmentação dos ramos de profissão e a reordenação para controle econômico;

-Centralização: através de ideias de um Estado forte, concentra e controla a sociedade em torno da “nação”, nacionalismo acentuado, xenofobia (medo do estrangeiro).

Foi criado como grupo paramilitar para contrapor as organizações que agitam greves, paralisações e ações revolucionárias contra o capital.

No fascismo, o Estado é superior a sociedade e a ele devem obediência, veneração. Por isso a importância de culto a um líder carismático. Em resumo o fascismo é baseado no totalitarismo e se segue as características: nacionalismo, militarismo e expansionismo.

Tudo isso somado cria uma intolerância e um estado psíquico arrogante, prepotente que leva a ações extremadas, violentas contra qualquer um que se oponha, critique ou se comporte diferente do rebanho, da totalização reinante, é o fascismo comportamental que é usado de forma generalizada atualmente ao atribuirmos como adjetivo “fascista” as atitudes repressoras, ignorantes e violentas de alguém.

No Brasil, as ideias de Mussolini e Hitler foram a ceitas pela elite e por seus dirigentes. Os impactos mais marcantes foram a carta constitucional de 1937 que vinculou a formação de sindicatos a uma aprovação do Estado e a aprovação da CLT em 1943, de moldes na Carta d´Lavoro fascista. Juntas formam a mordaça fascista no país que dura até hoje. Muito atribuem a certa “liberalização” na carta de 1988, mas para o sindicalismo revolucionário, ela manteve a essência corporativa, fascista que está consolidada no meio do trabalho, que sofreu poucas alterações. O sistema sindical oficial é tripartite, é corporativo, é burocrático onde a principal luta é feita por advogados e não pelos trabalhadores. Os resultados são efêmeros se compararmos com as ações anarco-sindicais do inicio do século que conseguiram estabelecer várias garantias através da luta direta e eram sindicatos livres sem interferência do Estado e nem dos partidos políticos.

Temos 77 anos de fascismo sindical, que precisa ser questionado e rompido através de um movimento sindical legitimo revolucionário que atualmente é defendido apenas pela Confederação Operária Brasileira, que se inspira nos exemplos de luta e determinação dos fundadores de 1906. Associada a Associação Internacional dos Trabalhadores (AIT) seguimos os seus princípios.

Atualmente há núcleos nos estados de Minas Gerais, Sergipe, Goiás, São Paulo, Rio Grande do Sul, Bahia, Santa Catarina, Piauí, Espirito Santo e Amazonas na construção do comunismo libertário através de práticas anarquistas.



Última atualização em Sáb, 20 de Fevereiro de 2010 20:45
 

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