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Bolsa de Mercadorias - Definição PDF Imprimir E-mail
Escrito por Max Nettlau   
Seg, 11 de Agosto de 2008 06:19


 

Mercado centralizado para transações com mercadorias, sobretudo os produtos primários de maior importância no comércio internacional e no comércio interno, como café, açúcar, algodão, cereais etc. (as chamadas commodities). Realizando negócios tanto com estoques existentes quando com estoques futuros, as bolsas de mercadorias exercem papel estabilizador no mercado, minimizando as variações de preço provocadas pelas flutuações da procura e reduzindo os riscos dos comerciantes. Com a expansão do comércio internacional no fim da Idade Média, surgiram nos séculos XV e XVI grandes corporações de comerciantes e banqueiros que criaram as primeiras bolsas propriamente ditas: a de Bruges, em 1487; a de Antuérpia e a de Amsterdã, em 1561; as Lyon, Bordeaux e Marselha, em 1595; a de Paris, em 1639. Essas bolsas tiveram influência no extraordinário crescimento do capitalismo comercial dos séculos XVI e XVII. Na atualidade, as mais importantes bolsas de mercadorias do mundo são as de Chicago, Nova York e Londres; suas cotações regulam os preços de Mercadorias do Rio de Janeiro, inaugurada em 1912 e na qual se faziam negócios de café, açúcar e algodão. Desativada no ano seguinte, em 1920 foi substituída pela Bolsa de Café, que servia também para transações de açúcar e algodão. Em 1913, o governo do Estado de São Paulo criou a Bolsa de Café de Santos. E, em 1917, abriu-se a Bolsa de Mercadorias de São Paulo.

Fonte: Dicionário de Economia e Administração - Paulo Sandroni

Última atualização em Qui, 15 de Janeiro de 2009 20:05
 
Bolsa de Valores - Definição PDF Imprimir E-mail
Escrito por Max Nettlau   
Seg, 11 de Agosto de 2008 02:19
Instituição em que se negociam títulos e ações.
As bolsas de valores são importantes nas economias de mercado por permitirem a canalização rápida das poupanças para sua transformação em investimentos. E constituem, para os investidores, um meio prático de jogar lucrativamente com a compra e venda de títulos e ações, escolhendo os momentos  adequados de baixa ou alta nas cotações. Em suas origens, as bolsas de valores confundiam-se com as bolsas de mercadorias, mas a partir do século XVIII, com o extraordinário aumento das transações com valores mobiliários e, sobretudo, com o surgimento e posterior desenvolvimento das sociedade por ações, iniciou-se um processo de especialização do qual resultou o aparecimento de bolsas dedicadas exclusivamente a operações com títulos e ações. Na atualidade, as mais importantes bolsas de valores do mundo são as de Nova York, Paris e Tóquio.
Duas fases distintas marcam o funcionamento diário de uma bolsa de valores: a da fixação das cotações por anúncio (ou por chamada) e a da fixação por oposição. A primeira fase consiste num pregão, em que os interessados declaram em voz alta os preços que estão dispostos  a pagar (ou receber) pelos papéis que lhe interessam (ou que queiram vender); trata-se, portanto, de um leilão, no qual a regra básica é o encontro da oferta com a procura. Terminada a primeira fase, inicia-se a da fixação das cotações por oposição: a fim de conter a possível flutuação extremada dos preços da primeira fase e fixa a cotação de cada papel para o restante do dia, de tal forma que nenhum negócio poderá ser feito fora da cotação estabelecida. As transações pode ser feitas a pronto (também chamada à vista) ou a termo (a prazo). Na primeira modalidade, os papéis negociados são entregues imediatamente após o registro da transação na bolsa. Na segunda, os papéis são entregues ao fim de um prazo estabelecido pelas partes; entre a compra e a entrega, o comprador pode revender os papéis que adquiriu, com isso ganhando ou perdendo conforme as oscilações da cotação nesse período. Os negócios nas bolsas não podem ser feitos diretamente por qualquer pessoa ou empresa. Cada bolsa de valores credencia certo número de pessoas, os corretores, que funcionam como intermediários entre compradores e vendedores. São eles o centro nervoso do sistema, pelo conhecimento aprofundado que possuem dos títulos existentes no mercado. O mercado da bolsa é regulado, em primeiro lugar, por fatores econômicos mais objetivos, tais como a situação real da empresa que põe seus papéis à venda, suas condições de produção e comercialização, a capacidade administrativa de sua direção, a situação das empresas concorrentes e a conjuntura econômica do país. Mas há uma influência fundamental exercida também por condições psicológicas: por exemplo, um clima de exagerado otimismo em relação a determinada empresa pode levar à supervalorização de suas ações. De situações como essa podem surgir distorções perigosas no mercado. A fim de conter excessos e manter sua credibilidade, as bolsas, com certa freqüência, estabelecem limites máximos para a valorização dos papéis negociados. Além disso, as bolsas têm o dever de orientar os investidores tais como o comportamento das ações, as quantidades de compra e venda e os índices de liquidez e rentabilidade de cada papel.

Fonte: Dicionário de Economia e Administração - Paulo Sandroni

Última atualização em Qui, 15 de Janeiro de 2009 19:39
 
A Pátria PDF Imprimir E-mail
Escrito por Max Nettlau   
Dom, 10 de Agosto de 2008 21:42

Segundo o significado etimológico, a palavra pátria significa o país dos pais, nossos antepassados, o país onde nascemos e crescemos: politicamente a pátria é aquela parte da terra onde todos os homens falam a mesma língua e estão submetidos ás mesmas leis, isto é, uma espécie de feudo sujeito a um tal regime autoritário que tem por base de afirmação e de desenvolvimento a usurpação e a violência.

Da tenda do beduíno á tribo, da tribo á nação histórica de espoliação, de massacres e de sangue.

Para nós, pobres, amar a pátria, correr voluntariamente na sua defesa, mesmo em sério perigo de vida, é cretinismo puro, para os privilegiados é delito.

Última atualização em Qui, 15 de Janeiro de 2009 19:30
 
A propriedade privada PDF Imprimir E-mail
Escrito por Max Nettlau   
Qui, 07 de Agosto de 2008 06:30

 

A propriedade privada é uma acumulação de produtos extorquidos com a fraude e com a violência aos produtores deserdados; ela tem por base a mais barbara das injustiças: a apropriação criminosa dos meios mais válidos de vida, de desenvolvimento e de bem estar: terras férteis, florestas, minas, correntes de água, etc. Um proprietário – por quanto respeitado e defendido pelas leis atuais – é sempre um ladrão que goza injustamente os bens não próprios. A justiça e o interesse geral exigem que a propriedade cesse de ser privada para se tornar-se comum.

Última atualização em Qui, 15 de Janeiro de 2009 19:33
 
Religião PDF Imprimir E-mail
Escrito por Max Nettlau   
Qua, 06 de Agosto de 2008 18:27

A religião cristã, qualquer religião, não é senão um cúmulo de concepções irracionais, que pretendem revelar por quem, de que modo, para que fim, foram criados o Universo e o Homem.

Milhares de religiões sucumbiram desmascaradas pele ciência, outros milhares ter surgido; mas nenhuma delas soube trazer o mais mínimo raio de luz e de bem estar humanos, pelo contrário, todas as religiões, com a sua pretensão de tudo revelar a priori, estimulam o crente para renuncia total de si mesmo e o tornam escravo e impotente. Religião é um mal!

Última atualização em Qui, 15 de Janeiro de 2009 19:32
 
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