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Sindicalismo Revolucionário PDF Imprimir E-mail
Escrito por Angelo Soave   
Dom, 07 de Junho de 2009 20:46

Sindicalismo Revolucionário

Corrente pequeno-burguesa semi-anarquista, que surgiu no movimento operário duma série de países da Europa Ocidental no fim do século XIX. Os sindicalistas negavam a necessidade da luta política da classe operária, o papel dirigente do partido e a ditadura do proletariado. Pensavam que os sindicatos, pela via da organização de uma greve geral operária sem revolução, podiam derrubar o capitalismo e tomar nas suas mãos a direção da produção.Fonte: Lenin - Obras Escolhidas em 3 Tomos.


  A definição limitada acima revela a má fé do escritor. Naquele ponto, estava preocupado em desobstruir e mover os obstáculos que tinha à sua frente e à sua concepção do que seria o processo revolucionário (um partido único controlando o Estado e o aniquilamento de todos que forem contra, mesmo que fossem aliados).

O que Lênin não expõe é que o sindicalismo revolucionário já estava ligado a 1ª Internacional e entendia ser parte do processo revolucionário de transformação da sociedade, da abolição das relações de exploração e opressão. Não negava a luta política, só era contra o modelo parlamentar (da 2ª Internacional em diante, muito difundida pela “social-democracia”, que eram os marxistas que se apropriam de um termo usado primeiro por Bakunin em seu grupo de afinidade, Aliança da Social Democracia, grupo de defesa da 1ª Internacional em princípios de federalismo e descentralismo e total autonomia dos grupos vinculados a AIT). Conseqüentemente se opunham a uma ditadura de qualquer classe sobre outra e a formação de partidos proletários, por entrarem no sistema e tornarem a luta revolucionária, uma luta reformista. A questão da greve geral era uma concepção revolucionária e estava sim agregado a um conceito de ocupação e autogestão dos meios de produção, retomando a produção após a expulsão dos patrões, diretores, chefias e todos que controlam a produção no modelo capitalista.

Isso será feito “sem revolução”?

Má fé do senhor Lênin com toda razão!

Isso foi tão importante que ele próprio e o bolcheviques se aproveitaram das ocupações de fábricas e dos “sovietes”, que nada mais era de que “assembléias populares” onde, de forma coletiva, orientava e geriam as ações e as produções, tendo como apoio os trabalhadores e os sindicatos obreiros. Os bolcheviques assumiram os cargos controladores dos sovietes e começaram a dirigi-los, transformando em aparelhos do partido ("correias de transmissão"), acumulando poder que logo foi virado contra o povo russo, que sofreu com uma “ditadura proletária” do partido comunista russo, tendo Lênin como o primeiro ditador, Trotsky como seu algoz e chefe do exército vermelho que não só defendeu contra as forças da burguesia, como erradicou e mandou fuzilar milhões de revolucionários por não agirem como eles queriam (veja Kronstad e a Comuna Golai-Poule, na Ucrânia).

 
Uma perspectiva histórica da FOSP-COB-AIT PDF Imprimir E-mail
Escrito por FOSP-COB   
Sex, 13 de Fevereiro de 2009 20:11

Uma perspectiva histórica da FOSP


A Federação Operária de São Paulo foi fundada em 1905, reunindo organizações de trabalhadores, Associações de Resistência e Sindicatos de varias categorias. O Brasil teve um processo de industrialização chamado tardio e marginal que inicialmente foi de substituição de produtos importados como tecidos e alimentos principalmente, por terem suas plantas industriais baratas e acessíveis. As tecnologias mais avançadas da época eram muito caras, além de não estarem disponíveis. Neste ambiente, era necessário também mão-de-obra barata.

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Entrevista com Diego Giménez Moreno PDF Imprimir E-mail
Escrito por Max Nettlau   
Dom, 25 de Janeiro de 2009 13:51

Entrevista com Diego Giménez Moreno, militou na juventude libertária e na CNT-FAI em 1936

 

1)CNT, FAI e JJLL: Precedentes históricos (até junho de 1936).

FAI – Federación Anarquista Ibérica – Foi constituída no ano de 1927, num encontro de um grupo de anarquistas espanhóis e portugueses em Valencia, Espanha, com a finalidade de reunir o Anarquismo Ibérico e era formada por grupos de afinidade.

Na Espanha considerava-se que esse movimento também reforçava o Anarco-sindicalismo.

JJLL – Federación Nacional de Juventudes Libertárias – Foram organizadas durante a 2a República Espanhola de 14 de abril de 1931, reforçando junto com a FAI e CNT, a luta contra o sistema.

CNT – Conferación Nacional Del Trabajo – Tanto a FAI quanto a JJLL, militavam na CNT: como trabalhadores eram filiados. Militavam nos sindicatos como trabalhadores ou como produtores.

Última atualização em Dom, 25 de Janeiro de 2009 13:56
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O que é SINDIVÁRIOS? PDF Imprimir E-mail
Escrito por Max Nettlau   
Seg, 11 de Agosto de 2008 12:14

É a sigla de Sindicato de Artes e Ofícios Vários.

A fundação ou formação de um SINDIVÁRIOS é uma tática de unir militantes do sindicalismo revolucionário em regiões onde não é possível criar uma organização de resistência especifica por ramo de produção.

Sua formação é livre e adesão é sempre pautada pelos principios da Associação Internacional dos Trabalhadores (AIT), ou seja, pelo sindicalismo revolucionário, também conhecido como anarcosindicalismo.

Última atualização em Qui, 15 de Janeiro de 2009 19:29
 
Bolsa de Mercadorias - Definição PDF Imprimir E-mail
Escrito por Max Nettlau   
Seg, 11 de Agosto de 2008 06:19


 

Mercado centralizado para transações com mercadorias, sobretudo os produtos primários de maior importância no comércio internacional e no comércio interno, como café, açúcar, algodão, cereais etc. (as chamadas commodities). Realizando negócios tanto com estoques existentes quando com estoques futuros, as bolsas de mercadorias exercem papel estabilizador no mercado, minimizando as variações de preço provocadas pelas flutuações da procura e reduzindo os riscos dos comerciantes. Com a expansão do comércio internacional no fim da Idade Média, surgiram nos séculos XV e XVI grandes corporações de comerciantes e banqueiros que criaram as primeiras bolsas propriamente ditas: a de Bruges, em 1487; a de Antuérpia e a de Amsterdã, em 1561; as Lyon, Bordeaux e Marselha, em 1595; a de Paris, em 1639. Essas bolsas tiveram influência no extraordinário crescimento do capitalismo comercial dos séculos XVI e XVII. Na atualidade, as mais importantes bolsas de mercadorias do mundo são as de Chicago, Nova York e Londres; suas cotações regulam os preços de Mercadorias do Rio de Janeiro, inaugurada em 1912 e na qual se faziam negócios de café, açúcar e algodão. Desativada no ano seguinte, em 1920 foi substituída pela Bolsa de Café, que servia também para transações de açúcar e algodão. Em 1913, o governo do Estado de São Paulo criou a Bolsa de Café de Santos. E, em 1917, abriu-se a Bolsa de Mercadorias de São Paulo.

Fonte: Dicionário de Economia e Administração - Paulo Sandroni

Última atualização em Qui, 15 de Janeiro de 2009 20:05
 
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